dom. ago 19th, 2018

Porque a Poupança é um péssimo negócio

Porque a Poupança é um Péssimo Negócio?

A maioria esmagadora dos Brasileiros ainda enxergam a poupança como investimento, e há os que tem a poupança como a melhor opção, para não dizer a opção mais segura para guardar o seu dinheiro, correto? Pois é, neste post eu vou mostrar porque a poupança é um péssimo negócio.

Porque guardar dinheiro na Poupança é um péssimo negócio?

Para compreender como a poupança joga contra você, desvalorizando o seu dinheiro que está investido/guardado lá, é preciso ter uma compreensão, ainda que superficial, de alguns conceitos e movimentos que acontecem no mercado financeiro e como isso influencia a valorização ou desvalorização da moeda Brasileira.

Poucas pessoas sabem como são calculados os rendimentos da poupança e como esses cálculos contribuem para desvalorizar o seu dinheiro.

Cálculo dos rendimentos da Poupança

Um exemplo de cálculo simples para você que tem dúvidas sobre como funciona o rendimento do seu dinheiro na Poupança.

Se você depositou R$5 mil na sua conta poupança durante 30 dias, desde 02/07/17 até 02/06/17, seu rendimento foi de 0,7315%. Ou seja: R$5.000(depósito) x 0,7315% Acréscimo de juros ao valor depositado = R$36,57 (rendimentos dos juros com base no depósito). Isso totaliza R$5.036,57 (valor depositado + rendimento dos juros).

Cálculo dos Juros da Poupança

O cálculo dos juros de rendimentos da Poupança estão longe de ser um investimento e sequer uma opção segura para guardar dinheiro. No decorrer dos últimos anos, a caderneta de poupança não supera a taxa de inflação há bastante tempo. Como resultado, os valores depositados ou investidos lá terão resultados negativos, pois o depósito perderá poder de compra ao longo do tempo. Isto é, deixar dinheiro parado na poupança, vai gerar um saldo negativo, uma vez que a taxa de juros da Poupança, permanece mais baixa que a inflação. Mas como calcular os rendimentos da Poupança?

Bem, de acordo com a legislação atual, a remuneração dos depósitos de poupança é composta de duas parcelas:

          I – a remuneração básica, dada pela Taxa Referencial – TR (que de Janeiro até agora, Julho/2018 rendeu R$0.00,00), e

          II – a remuneração adicional, correspondente a:

               a) 0,5% ao mês, enquanto a meta da taxa Selic ao ano for superior a 8,5%; ou

               70% da meta da taxa Selic ao ano, mensalizada, vigente na data de início do período de rendimento, enquanto a meta da taxa Selic ao ano for igual ou inferior a 8,5%.

     A remuneração dos depósitos de poupança é calculada sobre o menor saldo de cada período de rendimento, por isso temos um rendimento com taxa pós-fixada, ou seja, não temos como saber ao certo quanto poderemos ganhar no futuro, pois a taxa só pode ser calculada no fechamento do período dos 30/31 dias. O período de rendimento é o mês corrido, a partir da data de aniversário da conta de depósito de poupança, para os depósitos de pessoas físicas e de entidades sem fins lucrativos. Para os demais depósitos, o período de rendimento é o trimestre corrido, também contado a partir da data de aniversário da conta. Segue abaixo explicação detalhada:

     A data de aniversário da conta de depósito de poupança é o dia do mês de sua abertura. Considera-se a data de aniversário das contas abertas nos dias 29, 30 e 31 como o dia 1° do mês seguinte.

     A remuneração dos depósitos de poupança é creditada ao final de cada período de rendimento, ou seja:

          I – mensalmente, na data de aniversário da conta, para os depósitos de pessoa física e de entidades sem fins lucrativos; e

          II – trimestralmente, na data de aniversário no último mês do trimestre, para os demais depósitos.

Agora que você conhece como se calcula os rendimentos da Poupança, vamos ver como é o cálculo da inflação.

Cálculo da Inflação no Período/Ano

A inflação é calculada com base na variação de preços no varejo de diversos produtos, que são os bens e serviços considerados cruciais para a vida da população e medem o crescimento desses preços, como por exemplo, o chamado IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). É importante salientar que esses “bens e serviços” considerados como referência para cálculo do índice de inflação podem não ser os mesmos “bens e serviços” que você consome, então podemos dizer que a “sua” inflação pode ser maior ou menor do que aquela medida pelos chamados “índices oficiais”.

Com base no exposto acima, podemos dizer que existem vários índices de inflação.

Como assim vários índices de inflação?

Porque há índices que mostram o quanto os preços sobem ou descem em determinados períodos. Cada índice aponta uma inflação “diferente” e isso acontece porque a alta de preços não atinge todo mundo da mesma forma. Por exemplo, quem anda de carro, vai sentir a alta da gasolina no bolso, enquanto que quem come mais carne vermelha vai sentir mais se esse item subir.

Dessa forma os diferentes índices usam, nos seus cálculos, faixas de renda diferentes, regiões diferentes, itens diferentes e até períodos diferentes. Isso torna a medição mais segura, já que são fontes diferentes calculando a inflação. Agora entenda cada índice:

  • IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna)
    Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apura os preços mensais de todo o processo produtivo: matérias-primas agrícolas e industriais, produtos intermediários e bens e serviços finais e preços de construção. É parte da cesta que corrige os preços de telefonia.
  • IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado)
    Semelhante ao IGP-DI, verifica preços do comércio no atacado, no varejo e na construção civil, pesquisados entre o dia 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. É usado na correção de contratos de aluguel e tarifas de serviços públicos.
  • IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)
    Calculado pelo IBGE, aponta mensalmente a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos das 11 principais regiões metropolitanas do país. Os preços são coletados em mais de 28 mil comércios visitados pelos pesquisadores.
  • INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)
    Semelhante ao IPCA, ele verifica a variação do custo médio das famílias com rendimento familiar médio entre 1 e 5 salários mínimos. Indica as variações de preços nos grupos mais sensíveis, que gastam todo rendimento em consumo corrente (alimentação, remédio, etc.).
  • IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal)
    Verifica preços de 388 itens a cada 10 dias. Donas de casa treinadas pesquisam preços de alimentação no domicílio, produtos de limpeza, higiene e serviços; e funcionários da FGV fazem consulta mensal de bens e serviços da cesta básica do IPC.
  • IPC – Fipe
    Calcula semanalmente os preços de 468 itens consumidos por famílias de que recebem entre 0 e 10 salários na cidade de São Paulo.
  • IGP-10Índice Geral de Preços 10 é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP). Medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registra a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

Como funciona o cálculo na prática?

Vamos tomar como exemplo o IPCA. Para apurar os dados mensais do IPCA, 260 pesquisadores do IBGE levantam preços de 22,5 mil produtos para chegar à taxa de cada mês. Acompanhe o infográfico abaixo e entenda como tudo funciona na prática:

Agora vamos apanhar todas essas informações, e colocar tudo o que aprendemos em prática:

Segundo os analistas do jornal Valor Econômico, a expectativa para o IGPM no fechamento de 2018 é de 6.92%, para o IGP-10 a expectativa é ainda mais agressiva, 8.06%. Já segundo o relatório Focus do BC a Selic vai fechar 2018 em 6.50%.

Apenas com base nesses índices, teremos na melhor das hipóteses uma taxa de desvalorização de -0.42% no dinheiro investido (parado) na Caderneta de Poupança e no cenário mais agressivo a desvalorização fica em -1.56%. Para chegar aos resultados apresentados, basta apanhar a média ponderada dos juros de rendimentos da poupança e subtrair pela expectativa do índice de inflação no período, você obterá um resultado negativo com toda certeza. Eu usei essas duas taxas de juros (IGPM e IGP-10) como referência porque são mais amplas e garantem uma maior proximidade com a realidade coletiva da maioria da população Brasileira. O resultado é uma taxa de depreciação no poder de compra do dinheiro que está depositado (parado) na poupança.

Cenário Externo

Com a retomada da economia norte-americana inevitavelmente uma redução das medidas de estímulo monetário será sentida e uma elevação das taxas de juros para este semestre (3/4 e 4/4) são inevitáveis. Isto significa uma maior valorização do dólar ante o real.

Com as taxas de juros norte-americanas mais altas, teremos aumento da demanda de dólares. A consequência é uma maior volatilidade na taxa de câmbio no curto prazo. Visando a contrabalançar os efeitos que tem provocado a desvalorização do real, o Governo tem tomado as medidas que ele tem a disposição, negociando a moeda do Tio Sam no mercado financeiro ou elevando os juros culminando em alta na taxa de inflação.

Conclusão

Com a inflação e a taxa básica de juros permanecendo acima da taxa de rendimentos da poupança e subindo, isso significa que você está perdendo dinheiro, mesmo com os rendimentos mensais.

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FONTES:

Jornal Valor Econômico

Portal de Notícias G1

Relatório de inflação do BC para 06/2018

Revista VEJA

Relatório IBGE

Revista EXAME

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